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Relatar tudo o que passamos nesta nossa viagem aos USA neste ano é o mínimo que podemos transmitir àqueles que não puderam ir, mas que ficaram torcendo para que tudo desse certo. Tentaremos ser o mais detalhistas possível. Caso algo fique sem ser dito agora, conforme formos lembrando, estaremos publicando nos outros fanzines ou colocando aqui em nossa Home Page. Tentaremos também colocar o máximo de fotos possíveis. Nos próximos boletins ainda teremos muito o que mostrar.
(Da esquerda para a direita: Jeferson(TCLE-Londrina/PR), Nelson-Suzano/SP, Sílvia In Concert-São Bernardo/SP, Ana Luísa-Curitiba/PR, Silmara(TCLE-Londrina/PR), Ângela-Londrina/PR (agachada), Zélia-Taubaté/SP, Waldenir-Alta Floresta/MT e Reginaldo-Aracaju/SE) Fomos para os EUA com a Continental Airlines, empresa americana que nos atendeu muitíssimo bem. Já no embarque em SP fomos muito bem recepcionados. Nosso vôo foi via NY com escala em Houston. Chegamos em Memphis com chuva, mas nem por isso foi menos emocionante. No aeroporto, a emoção começou a tomar conta de todos.
Ao sairmos de Graceland para o carro, um fan'Elvis se aproximou do Jeferson e perguntou a ele se nós iríamos para Tupelo. O Jeferson disse que sim, então ele perguntou se poderíamos dar-lhe carona, pois havia perdido o ônibus que iria para lá. O Jeferson disse que teria que conversar com o pessoal. Todos concordaram e foi aí que começou uma grande amizade. O nome dele é Stephan, ele é alemão, e estava sozinho em Memphis, pela 1ª vez. Uma pessoa muito simpática, alegre e carismática. Como a van estava lotada, o rapaz sentou-se atrás, mas nem por isso perdeu sua alegria contagiante. Estava o tempo todo cantando as músicas de Elvis que eu colocava no carro. Sabia todas as letras. Foi aí que nasceu a parceria Stephan e Reginaldo, pois os dois cantavam o tempo todo juntos. Em Tupelo, assistimos à abertura da Elvis Week 98. Janele McComb fez as homenagens, tiramos fotos e visitamos a casa em que Elvis nasceu, o museu e a capela construída pelos fãs. Local de muita paz e tranqüilidade. O tema da abertura da Semana Elvis foi uma homenagem ao "Aloha From Hawaii - Concert". The Dempseys, um grupo de músicos, se apresentou logo após as homenagens. À noite, saímos para jantar.
(Da
esquerda para a direita: Ângela, Reginaldo, Zélia, Silmara, Walteir e Jeferson)
Na 2ª feira, dia 10/8, fomos fazer o walking tour com Cindy Hazen e Mike Freeman, autores do livro Memphis Elvis Style, que estava previsto em nosso roteiro. O local marcado para o encontro era a estátua nova de Elvis, inaugurada em 97, na Beale Street, em frente ao Elvis Presley's Memphis. Outro local que visitamos foi onde hoje fica a Lansky's, Mike nos disse que Elvis parava em frente à loja quando era pobre e olhava para as roupas e ficava admirando-as. Ele dizia que não podia comprar porque não tinha dinheiro, mas um dia ele teria dinheiro para comprar não só a roupa, mas para comprar tudo. Ele veio nesta loja várias vezes quando ficou rico para comprar roupas novas. Ali naquele mesmo local, o Lansky tinha um estúdio fotográfico chamado "Blue Light", onde ele tirava fotos de pessoas negras e das pessoas mais distintas da cidade. O Elvis foi lá e tirou em julho de 1954 sua 1ª foto profissional, que está lá, exposta na vitrina, onde há também uma foto de Priscila de 1966. Visitamos um local onde será construído um grande museu da música, em 1999. Neste museu serão expostos os grandes nomes da música. A partir do ano que vem, Mike Freeman já incluirá este local no passeio.
Conhecemos o prédio onde funcionava o Chisca Hotel e onde hoje funciona a Church Of God in Christ. No 1º andar deste prédio funcionou a Rádio WHBQ, que tocou a 1ª música de Elvis no rádio. "That's All Right, Mama", em julho de 1954. A primeira entrevista ao vivo que Elvis fez aconteceu nesta mesma rádio. O interessante nesta história é que Elvis tremia muito, estava muito nervoso.
Disse, ao terminar, que ia treinar bastante para a próxima, ensaiar bastante para poder dar a entrevista. Ele era muito novo e não tinha experiência, por isso o motivo do nervosismo. Uma parte desse prédio tem sido usado por esta igreja, mas o Mike Freeman não soube nos dizer se o restante do prédio encontra-se abandonado ou não. O Malco Theater funcionava no prédio onde hoje fica o Orpheum Theater.
Elvis costumava alugar este teatro durante as noites para fazer suas festinhas e assistir a sessões corridas de filmes dos anos 60 e 70. Quando Elvis não gostava do filme ele pedia para tirá-lo. No prédio ao lado, funcionava uma barbearia, onde Elvis cortava o cabelo em 1956 e 1957. Após essa data, o barbeiro ia até Graceland para cortar os cabelos de Elvis. Próximo dali, encontra-se o local onde funcionava o escritório de alistamento militar. Em março de 1958, Elvis veio se apresentar para o alistamento e do lado de fora se encontrava uma grande multidão de fãs e o Cel. Parker estava distribuindo balões para os fãs com a foto do "King Creole". Em frente deste local, havia um prédio onde Elvis trabalhou quando tinha 15 anos. Ele era lanterninha de cinema. Naquela época, ele foi demitido por ter se envolvido em uma briga com outro lanterninha: "Vai embora", disse o gerente. Sete anos mais tarde, Elvis estreava no mesmo cinema com o filme "Jailhouse Rock". O gerente do cinema ainda era o mesmo. Este prédio já não existe mais. Foi implodido. O nome do cinema era Loud State Cinema. Hoje há apenas o calçadão principal do centro neste lugar. Visitamos também a loja de departamentos onde Elvis ia à noite para fazer compras de presentes que costumava distribuir para os amigos durante os anos 50 e 60. A loja abria só para ele. Fomos ao Peabody Hotel, um local muito famoso em Memphis, onde as pessoas costumam ir para os eventos sociais da cidade. Quando Elvis estava no colégio, eles faziam ali as festas de formatura, assim como as festas para arrecadar fundos para a formatura. Elvis costumava levar uma adolescente de nome Ridges. Ela dizia que queria dançar com ele, mas sempre tinha negativas como resposta, pois Elvis dizia que não sabia dançar. Elvis gostava dos passeios, mas como não sabia dançar, não participava das danças. Logo mais à frente, visitamos outro local que há muitos anos era ponto de encontro dos jovens: uma lanchonete que servia hambúrgueres. O 1º encontro de Elvis com Anita Wood foi neste local, com mais quatro rapazes. No outro lado da rua ficava o prédio onde funcionava o escritório do 1º empresário de Elvis, Bob Neal. O prédio hoje é outro, mas foi lá que a mulher de Bob fundou o 1º fan club de Elvis. Seguindo, logo mais à frente temos um local onde funcionava uma loja de instrumentos musicais chamada "Okay Hoke", que vendia guitarras, violões, etc. Um dia, Elvis trocou sua guitarra velha por uma nova. Era a guitarra que ele havia usado nas 1ªs gravações da Sun Records e nos primeiros shows. Até o final dos anos 60 eles ainda a expunham em suas vitrinas. No início dos anos 70, eles foram participar de um evento e expuseram essa guitarra no Country Music Hall of Fame de Nashville, e em 1993 eles a venderam em um leilão por 200 mil dólares. O local hoje está abandonado e não funciona mais nada ali. A última notícia que se tem sobre o local é que antes de fechar era um bar. Nossa próxima parada foi o Blue Light Studio. Este estúdio é o mesmo que funcionava lá no prédio do Lansky's. Está aberto ao público da 9 da manhã às 5 da tarde. Eles ainda têm em exposição a mesma câmera que tirou a 1ª foto comercial de Elvis. Essa mesma máquina ainda é utilizada para tirar fotos à moda antiga. Neste local pode-se comprar cópias das fotos de Elvis e de outras personalidades de Memphis, camisetas e outros artigos. Durante o nosso percurso, o guia Mike Freeman faz algumas paradas e coloca em seu rádio de mão algumas preciosidades, o que nos transporta à década de 50. O próximo ponto é a rádio chamada WMPS, onde Bob Neal trabalhava. Ele costumava tocar mais músicas country. Os irmãos "Black Wood"(gospel) tinham um show ali e Elvis gostava muito deles. Lá dentro havia uma parede de vidro de onde podia se ver as fotos que retratavam esses momentos, especialmente as apresentações ao vivo do quarteto gospel. Neste local, hoje funciona uma outra rádio , a WDIA-WHRK. Hoje, não é mais permitida a visitação. Em frente deste prédio, Há uma placa indicando que o local faz parte do acervo histórico de Elvis em Memphis. Cabe registrar que Elvis não cantou ali. Ele apenas assistia às apresentações. Foi ali que ele também aprendeu um pouco de sua música, quando ainda era bem jovem. No roteiro, parada no "National Bank Of Commerce". Elvis manteve conta pessoal ali até bom tempo. Depois, seu pai, Vernon, passou a cuidar de suas finanças. São dois prédios: um mais antigo e um mais moderno. Elvis tinha conta no prédio mais antigo. Estávamos andando e andando pelo centro de Memphis, de repente paramos em frente a um outro prédio. Mike disse que ali também costumavam acontecer festinhas como as do Peabody Hotel.
Mike parou em frente e relembrou um fato ocorrido com Elvis. Houve uma briga envolvendo Elvis durante o dia num posto de gasolina e Elvis foi parar na frente do juiz. O juiz disse que Elvis não tinha culpa de nada, mas advertiu-o para que tomasse mais cuidado quando saísse e também aonde quer que fosse, por ser uma pessoa muito famosa, tal fato poderia causar inconveniências. A partir desse dia, Elvis começou a ter uma vida mais noturna para justamente evitar tais contratempos. Começou a visitar lugares e fazer compras à noite. Alugava também o cinema quando todos já estavam dormindo. Paramos em frente à antiga cadeia e Mike nos relatou um fato curioso. Eu particularmente não entendia nada, mas meu herói Jeferson estava ali para traduzir tudo. Em dezembro de 71, no Natal, Elvis e seus amigos foram lá e os policiais perguntaram o que ele estava fazendo lá. Elvis, com seu grande senso-de-humor disse que pretendia libertar todos os presos, mas na verdade ele tinha ido cumprimentar os policiais pela passagem do Natal, até que os presos ouviram a voz de Elvis e pediram para que ele fosse até lá. Quando Elvis entrou no corredor, reconheceu um de seus amigos de escola e Elvis perguntou a ele por que ele estava ali, mas Mike não se recordou deste detalhe. O que importa é que o rapaz não tinha dinheiro para pagar a fiança e por isso ainda encontrava-se preso. Elvis, então, pagou a fiança e tirou o colega de infância da cadeia. Dali, fomos direto à Poplar Avenue, 353. Neste local, onde hoje funciona um shopping, funcionava a "Crow Eletric Company", onde Elvis trabalhou como motorista de caminhão. Vimos também o terreno baldio onde ficava a 1ª casa que Elvis morou em Memphis ( veja detalhes no nosso boletim nº 2). Quando Elvis era jovem costumava comprar discos na "Poplar Tunes".
Visitamos essa loja. Ela ainda mantém a aparência dos anos 50. Tem uma foto em uma das paredes que retrata uma das visitas de Elvis à loja para comprar discos. Elvis, na foto, está em companhia de duas pessoas e a foto está datada de 1953. Não sabemos se a data da foto está correta, mas o que importa é que é muito emocionante entrar em uma loja que encontra-se da mesma maneira quando Elvis a visitava e poder comprar um disco, tal qual ele fazia.
Foi realmente emocionante. Tudo original. Uma atmosfera de anos 50. Tudo abandonado. Muito suspense no ar, pois Mike nos alertou que não poderíamos permanecer ali por muito tempo, porque a barra ali era pesada. Ali só vivem negros e eles não aceitam brancos por aquelas redondezas. Logo no 1º andar, encontramos o apartamento 328. São três apartamentos no andar e o de Elvis era o do meio. Este local foi o 2º em que Elvis morou em Memphis. Este passeio foi realmente muito emocionante e divertido. Valeu muito a pena.
Ele comprou esta casa quando já era um cantor famoso e a 1ª coisa que resolveu fazer foi comprar uma casa confortável para seus pais. A casa ainda está como nos tempos de Elvis. Tudo original. Fica na Audubon Drive, 1034. Elvis comprou essa casa no dia 11 de maio de 1956. Ele usou o seu 1º pagamento recebido da RCA para comprar aquela casa no estilo rancho. Ele pagou 40 mil dólares em dinheiro por uma casa de 3 quartos, dois banheiros, com carpet. Os Presley guardaram a frente e o jardim e construíram uma piscina e fizeram também algumas alterações no fundo da casa.
É uma casa típica de classe-média-baixa. Ao chegarmos na casa, não havia ninguém. Batemos e batemos e nada. Tiramos algumas fotos e filmamos pelo lado de fora. Seguimos nosso roteiro e deixamos para tentar a casa em outro dia. Fomos então para o Kang Rhee Karate School, pois no outro dia quando fomos lá, apesar de prevista a visitação no calendário oficial de Graceland, não estava aberto. Mas nós, insistentes que somos, resolvemos voltar lá e entrar para conhecer pessoalmente o Kang Rhee. Ao entrarmos, a emoção domina nosso ser. Já na recepção nossos olhos se enchem com as fotos expostas nas paredes de Elvis com Kang Rhee.
Já ficamos boquiabertos. A recepcionista, uma jovem senhora muito atenciosa, nos atendeu muito bem. Disse que Kang Rhee iria nos atender em breve, pois logo ele iria começar a sua aula com os alunos que estavam se aquecendo. Disse ainda que , se alguém quisesse participar da aula gratuitamente, poderia. E Stephan foi lá. Na sala de aula, há um enorme quadro onde estão expostas todas as fotos em que Kang Rhee está com Elvis. Estão todas expostas para que você possa escolher quais as que você quer comprar. Cada foto custa 6 dólares, mas na compra de 4, cada uma sai por 5 dólares. Este prédio não é o local onde Elvis freqüentava. Este é o novo local da escola. O prédio onde funcionava a escola em que Elvis freqüentava fica na Poplar Avenue. Na vitrine da parede das fotos tem uma réplica do certificado de Elvis. Quando Kang Rhee se mudou do antigo prédio para esse, ele encontrou alguns certificados antigos e no meio deles encontrou o endereço da pessoa que havia feito o certificado de Elvis. Então, ele mandou fazer uma duplicata . Kang Rhee fez isso para que os fãs de Elvis pudessem tê-lo. O diploma custa 15 dólares cada. A foto da capa deste boletim é de Kang Rhee. Nela aparece um tapete persa através de Elvis. Este tapete Elvis pegou de um quarto de Las Vegas que usou e deu para Kang Rhee. Há uma outra foto em que Elvis e Kang Rhee aparecem em um carro branco. O carro foi um presente de Elvis para Kang Rhee. Era um carro de uso do próprio Elvis. A secretária de Kang Rhee teve a oportunidade de ver Elvis pessoalmente por diversas vezes, quando ainda era criança. Que sortuda! De repente, Kang Rhee aparece e traz consigo uma faixa vermelha igual a de Elvis. Coloca na gente e faz uma pose para a posteridade. Escolhemos algumas fotos e Kang Rhee as autografou para nós, onde pudemos retratar esse momento. Logo em seguida, pudemos assistir a uma aula, onde Stephan também participou. Ao final dessa aula, Kang Rhee disse aos alunos que nós éramos fan'Elvis do Brasil . Disse que nós éramos bem-vindos a Memphis-TN, terra de Elvis. Kang Rhee disse algumas palavras sobre Elvis, sobre a época em que conviviam. Depois, fez uma demonstração do tipo de treinamento que ele dava para Elvis. Demonstração formidável! Ele pediu para que dois alunos fizessem também uma demonstração. Depois da apresentação dos alunos, , Kang Rhee disse que uma das coisas que mais apreciava em Elvis era sua humildade. Mesmo sendo uma pessoa muito rica, um super star, Elvis nunca perdeu a humildade. Ele atendia as pessoas com muito carinho, com muita alegria, apesar de ele andar sempre com muitos guarda-costas. Disse que Elvis nunca se recusou a dar um autógrafo. Pelo contrário, apesar da segurança, quando alguém lhe pedia um autógrafo Elvis pedia para que a pessoa entrasse no corredor de seguranças e mesmo andando, Elvis perguntava o nome da pessoa e dava o autógrafo, o que deixava o fã muito feliz. Kang Rhee disse que perguntou uma vez a Elvis por que ele fazia isso e Elvis respondeu-lhe que a vida dele era fazer as pessoas felizes. Se as pessoas se sentiam felizes gritando, tentando chegar perto dele, ele então gostava de fazer o possível , o máximo para atender a esses sentimentos, essas vontades das pessoas, porque era isso que ele queria. Ser feliz fazendo os outros, aqueles que gostavam dele, felizes também. Além do Cadillac que Elvis lhe deu, Kang Rhee disse que Elvis também lhe deu muitas jóias e muitos presente do Hilton. Inclusive, em uma de suas aulas, Elvis tirou um anel do dedo e o deu para Kang Rhee. Como ele não é um artista como Elvis, ele não o usa. Kang Rhee disse que todos os presentes que recebeu de Elvis continuam guardados em sua casa, incluindo-se aí uma guitarra usada por Elvis em seus shows. Esse depoimento de Kang Rhee foi muito valioso para nós e ficará para sempre em nossa memória.
Lá dentro há algumas fotos de Elvis expostas, uma bateria de Ronnie Tutt, um chapéu preto de Elvis e outros itens. Passeamos pelas ruas. Fomos ao "Alfred's". Lá tem várias fotos de Elvis nas paredes. Continuando o passeio, fomos ao Peabody Hotel. Encontramos algumas lojas com fotos de Elvis e o Lansky's, que tem algumas camisas iguais as que Elvis usava nos anos 50. Ao lado das camisas há uma foto de Elvis usando uma delas. É realmente tentador passear pelo centro de Memphis e ver tantas coisas sobre Elvis! Num barzinho do centro, paramos para ver uma coleção de pratos pintados à mão de caricaturas de Elvis. O interessante é que o nosso amigo Reginaldo nos chamou a atenção quanto ao cheiro dos ambientes. Disse que o cheiro de todos os lugares é o mesmo, tem cheiro de papel antigo, mofado.
Acredito que tenha sido um momento inesquecível para todos nós pois pudemos estar lado a lado de pessoas que fizeram parte da história de Elvis. Patsy Andersen fez a abertura e convidou os amigos a fazerem parte da mesa: D.J. Fontana, Scotty Moore, o diretor do Elvis' 1968 TV Special, Steve Binder.
Estavam presentes também as atrizes que trabalharam com Elvis em alguns filmes: Anne Helm (Follow That Dream, 1962), Cynthia Pepper (kissin'Cousins, 1964), Julie Parrish (Paradise-Hawaiian Style, 1965), Deborah Walley (Spinout, 1966) e Suzanne Leigh (Paradise-Hawaiian Style, 1965).
Steve Binder, o diretor do Elvis'1968 TV Special aproveitou a oportunidade para relembrar da época do especial de TV e ofereceu essas lembranças aos fãs como homenagem ao Rei.
Já o filho de Ronnie McDowell, em outro momento, também homenageou Elvis cantando "Trouble".
Logo em seguida, o próprio Ronnie fez seu show juntamente com D.J. Fontana. Na hora em que cantou "Always on my mind", choramos. Quando cantou "Memories", fotos de Elvis eram projetadas no telão.
"Libertyland" foi o nosso próximo ponto. Só o visitamos por fora. Esse parque, Elvis o alugava para poder ter privacidade com sua família e amigos. Do outro lado, fica o "Mid-South Coliseum". Fomos até lá para tentar entrar. Estava tudo fechado. O Jeferson deu a volta e foi lá para os fundos. Entrou e conversou com o segurança. Perguntou se podíamos entrar para conhecermos o local. Contou ao segurança que éramos do Brasil e que tínhamos ido a Memphis especialmente para a Elvis Week. O segurança, que se chamava Chris, foi muito gentil e permitiu que entrássemos. Mostrou-nos todos os setores e foi nos conduzindo. Entramos no palco e pudemos entrar pelas laterais por onde os astros entram para as apresentações. Inclusive, ao entrarmos pelos fundos viemos exatamente por onde Elvis costumava entrar com sua limousine. Pudemos ir aos camarins. Hoje eles estão desativados, mas era ali que Elvis ficava. Tinha alguns móveis no local. Elvis nunca ficava sempre no mesmo camarim. Ora ficava no da direita, ora no da esquerda, para criar aquela expectativa: "Por onde ele virá?" Era naqueles dois corredores que ele ficava se preparando para entrar no palco, se ajeitando, arrumando o cinto, a gola e o cabelo. Chris cresceu em Memphis. Seus pais trabalhavam ali e por isso foi trabalhar lá também. Saímos pelos fundos, pela saída dos carros. Foi um passeio e tanto!
Todos os dias às 19h30min íamos ao Meditation Garden prestar nossas homenagens a Elvis. À noite, chegou o momento do nosso cruzeiro, no Rio Mississippi - "River Boat Cruise". Alguns ficaram no hotel, pois esse passeio iria começar às 11 horas da noite. Subimos ao convés, onde cantamos e dançamos músicas de Elvis. Antes de começar o show, pararam as músicas. Então, nosso grupo começou o próprio show: Waldenir, Fernando, Jeferson e Stephan começaram a cantar e dançar.
Soltaram literalmente a "franga". Hora do show. Descemos no salão principal para assistir ao show de Adriano. No meio da apresentação, ele começou a cantar "American Trilogy". O pessoal começou a formar um círculo no meio do salão e deram as mãos. Eu e Jeferson estávamos lá. Era como se fizéssemos parte daquele grupo. Levantamos as mãos e fechamos os olhos. As lágrimas caíam em meu rosto. Foi com certeza um momento muito forte. Demos um passeio pelas ruas do centro, à noite, ao som de "Just Pretend" pirata. Fomos para casa, isto é, costumávamos chamar o hotel de nossa casa, ao som de "Twelve of never", uma versão super diferente.
Foi outro momento de muita emoção! De lá da janela avistamos o nosso carro lá embaixo e percebemos que aquele quarto em que estávamos não ficava na frente do hospital como pensávamos, assim como aparece no vídeo "This is Elvis". Então resolvi marcar a janela para avistá-la lá de fora. Olhei para os lados e não achei nada que pudesse colocar na cortina. Reparei então numa caixa que tinha em cima da mesinha. Lá havia luvas de médico, tinha que agir rapidamente, pois a enfermeira iria voltar. Então, coloquei uma luva presa entre a persiana. Lá de baixo deu perfeitamente para verificar a luva presa na janela do lado de dentro, pois não dava para abri-la. Fomos em seguida ao "Trauma Center". Fizemos um tour pelo hospital. Um funcionário nos conduziu pelos principais setores e nos orientou quanto ao tipo de trabalho que é feito. Esse hospital atende gratuitamente e é mantido pelos fãs de Elvis. Tem uma parede num corredor onde há várias placas que simbolizam as doações efetuadas por fãs-clubes e pessoas simpatizantes com os objetivos do "Trauma Center".Paramos também na "Pyramid". Finalmente, chegou a noite do show "Shake, Rattle and Roll", com J.D. Sumner e The Stamps. Também estavam presentes Ronnie McDowell e seu filhinho, D.J. Fontana e Scotty Moore. Esse momento foi um dos mais marcantes, pois a voz de J.D. estava perfeita. Começaram o show com "Sweet, Sweet Spirit". Não podiam ter escolhido melhor. Mas, na hora do "How Great Thou Art" não foi possível conter a emoção. Chorei o tempo todo! Fechei os olhos e imaginei Elvis ali cantando. Só faltava ele! O momento foi mágico e único! No dia 15, pela manhã, fomos à missa em homenagem a Elvis. O Coral da igreja prestou sua homenagem e ao som de "Stand By Me", um grupo entrou trazendo 21 velas acesas, entre eles estava nosso amigo Walteir. Patsy Andersen estava presente. Outro momento marcante foi quando cantamos "Let Us Pray". Nesse momento o padre entrou e celebrou a missa. Ao término da missa, houve uma macarronada beneficente no salão de trás da Igreja.
Fim da primeira parte! |