Programa Geral

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS

ÍNDICE

I - Considerações Gerais

II - Objectivos Terapêuticos

III - Meios Terapêuticos

IV - Caracterização do Projecto Terapêutico

V - Regras Gerais

VI - Admissão na Comunidade Terapêutica

Historial

Estruturas residenciais

Informações

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I - CONSIDERAÇÕES GERAIS

 

O processo terapêutico de um toxicodependente implica, geralmente, a passagem de duas fases diferentes:

I. O parar com os consumos tóxicos, suportando o conjunto de sintomas psíquicos e por vezes físicos provocados pelo síndroma de privação.

II. O reaprender a viver sem droga, reencontrando o interesse e o prazer de viver.

Destas fases, a segunda é de longe a mais demorada e a mais difícil, e é por isso que existem muitas recaídas.

Não reaprender a viver tem como consequência o regresso ao comportamento toxicodependente.

Mas reaprender a viver exige para muitos, um apoio especial, que nem sempre é possível encontrar no local de vida habitual do toxicodependente, quer pelo isolamento a que conduziu a sua vida, quer pelas relações doentias que mantém, quer pelas solicitações demasiado próximas e frequentes que não permitem criar, nem uma distância em relação ao tóxico, nem outros pólos de atracção saudáveis.

 

Assim, pode ser necessário e benéfico complementar o tratamento iniciado em regime ambulatório com o internamento prolongado em Comunidade Terapêutica.

 

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II - OBJECTIVOS TERAPÊUTICOS

 

"Ares do Pinhal" pretende facultar à pessoa residente uma experiência de vida com condições favoráveis para a reestruturação da sua personalidade.

 

"Ares do Pinhal" pretende também facultar um apoio e uma distanciação em relação ao tóxico que permita ao residente reencontrar a sua vida, criar ou recriar os seus projectos:

 

 aprendendo a resolver vivências conflituais consigo próprio e/ou com os outros;

 autonomizando-se progressivamente em relação à família de origem;

 aprendendo também a ser capaz de estar só mas em interacção com os outros;

 reatando e criando ligações estruturantes, sem ficar na dependência;

 sendo capaz de se organizar em relação à concretização de projectos

 

Pretende-se que "Ares do Pinhal" seja um lugar, um espaço, um tempo onde se faça:

 

 A descoberta de si próprio, física e psiquicamente, nas suas possibilidades e limitações

 A aprendizagem do controlo e do domínio de si próprio e a procura do seu aperfeiçoamento;

 A descoberta da relação com os outros, que nos limitam e nos completam; que nos podem ouvir e a quem se pode ouvir; a quem podemos dar e de quem se pode receber; de quem se pode gostar e que podem gostar de nós; com quem se pode partilhar o passado, o presente e o futuro.

 O encontro do interesse e satisfação do trabalho, quer pelo domínio, transformação e utilização da realidade, prova da sua capacidade e possibilidade de autonomia, quer pela possibilidade de criar e exprimir.

 

Assim, a perspectiva deste projecto situa-se mais numa atitude de ajuda e incentivo à transformação interior do que numa perspectiva de correcção e controlo do comportamento externo.

 

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III - MEIOS TERAPÊUTICOS

 

Para a concretização destes objectivos utilizam-se, essencialmente, quatro instrumentos:

 

 A vida comunitária como forma de encontrar o prazer de comunicar, de partilhar de ajudar e de se sentir reconhecido

 A abordagem psicoterapêutica como forma de reencontro consigo próprio, da descoberta do seu mundo intrapsiquico e da sua vida de relação;

 O lazer, como forma de permitir a diferenciação, a escolha, e também o gratuito e o divertimento;

 O trabalho, como forma de criar ou recuperar a confiança nas próprias capacidades;

 

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IV - CARACTERIZAÇÃO DO PROJECTO TERAPÊUTICO

 

  1. Comunidades Terapêuticas, Projecto com a duração média global de 6-12 meses, constituído por três fases, a que correspondem três casas em locais distintos:
  2.  

      (Adaptação) 1ª Fase - Rinchoa (Sintra): máximo 20 residentes

      (Estabilização/Internalização) 2ª Fase - Chão de Lopes (Mação): máximo 15 residentes

      (Ressocialização/Reinserção) 3ª Fase - Aldeia de Eiras (Mação): máximo 25 residentes

  3. Apartamento Terapêutico - 4ª Fase - Caxias (Oeiras), com capacidade para 7 residentes do sexo masculino em fase de reinserção sócio-laboral. Projecto com a duração máxima de seis meses.

 

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V - REGRAS GERAIS

 

 Viver um espírito de entreajuda e comunicação

 Participar nas reuniões e nas actividades programadas

 Aceitar a autoridade dos colaboradores do projecto

 Discutir as questões de conflito intrapessoal ou relacional em reunião ou com um membro da equipa técnica

 Aceitar o período de seis meses como prazo mínimo de estadia no projecto terapêutico de "Ares do Pinhal"

 Aceitar a limitação do dinheiro semanal para despesas pessoais.

 Só tomar bebidas alcoólicas quando estiver autorizado.

 Aceitar a proibição de posse ou consumo de drogas, sob pena de expulsão.

 Aceitar a proibição do uso de violência física, sob pena de expulsão.

 Não abandonar a Comunidade Terapêutica sem avisar, justificando por escrito, (carta de saída) o porquê do seu desejo de abandono do projecto terapêutico. Após a entrega da carta o residente só poderá sair ao fim de 3 dias de modo a permitir um tempo de reflexão. Em caso de não cumprimento desta regra, a eventual readmissão, avaliada pela coordenação, poderá ser interditada por tempo indeterminado ou mesmo definitivamente.

 Aceitar que a família seja informada caso haja interrupção ou ruptura no projecto terapêutico.

 Em caso de fuga ou abandono do projecto, o residente deverá vir acompanhado de um familiar responsável, para levantar os seus objectos pessoais, com prévio acerto do dia e hora.

 Aceitar as regras específicas que definem cada fase do projecto terapêutico.

 Consultar o médico de clínica geral ou de outra especialidade quando indicado.

 Apenas tomar medicação se para tal tiver prescrição médica, aceitando que todo e qualquer tipo de medicação deve estar na posse da Coordenação.

 Estimular a família a ser ajudada a perceber o seu processo terapêutico, nomeadamente a frequentar Reuniões de Famílias quer sejam as de "Ares do Pinhal", quer sejam as de outra organização tecnicamente credenciada.

 

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VI - ADMISSÃO NA COMUNIDADE TERAPÊUTICA

 

A admissão em "Ares do Pinhal" pressupõe :

 

 um tratamento psicoterapêutico anterior,

 um apoio psicoterapêutico posterior.

 

A proposta de admissão é feita pelo terapeuta, ou por uma instituição tecnicamente credenciada. O pedido concretiza-se por uma Carta de Candidatura à comunidade terapêutica, obrigatória, onde o candidato deve focar pelo menos os seguintes aspectos:

 

  O que se tem passado na sua vida

  O que se passa agora

  Porque quer ir

  O que espera encontrar

  Que projectos tem à saída

 

A avaliação da candidatura é feita por um coordenador médico de Ares do Pinhal, numa entrevista que consta de dois tempos:

 

 anamnese de acordo com um protocolo

 entrevista conjunta com a família (quando existe) e redacção da declaração de compromisso (em anexo).

 

A entrada na Comunidade Terapêutica efectua-se no dia da Reunião Geral, após estar feita a regularização do processo administrativo.

 

 

Condições de admissão:

 

A pessoa admitida na comunidade terapêutica tem que:

 

 1) Aderir voluntariamente a este projecto terapêutico

 2) Ter estado em seguimento terapêutico prévio

 3) Ter uma avaliação médica do seu estado de saúde, incluindo: Análises Clínicas: Hemograma, VS, Uremia, Glicemia, Creatinémia, TGO, TGP, Gama GT, VDRL, HIV1, HIV2, Marcadores de Hepatite, Urina II, Boletim de Vacinas actualizado, Micro ou Rx Tórax PA

 4) Ser portador da sua Carta de Candidatura

 5) Aceitar as Regras Gerais.

 6) Ser portador dos seguintes documentos: Bilhete de Identidade, Cartão do Serviço Nacional de Saúde ou de outro Sistema de Saúde, Cartão de Isenção de taxa moderadora

 

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Webmaster: Jorge Barata

Membro do grupo EritNet

anit.portugal@mail.telepac.pt

aresdopinhal@reocities.com

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