O relevo, vegetação, solo, clima, hidrografia, ou qualquer outro componente, mesmo os antrópicos, poderão ser considerados na análise geossistêmica desde que haja uma homogeneidade, uma relação mútua e um valor qualitativo em sua estrutura. Não existe um limite máximo de componentes mas existe um limite mínimo já que apenas um elemento isolado deixa de ter o caráter de interrelação fundamental no geossistema. O clima, devido à sua espacialização, poderá fazer parte de vários geossistemas, mas é perigoso considerar apenas dois elementos como sendo um geossistema único já que isso restringe sua complexidade transformando-o em um sistema do tipo processo-resposta voltado para os fluxos de energia, mais afeito ao ecossistema. Para que se possa delimitar um geossistema devemos ter em seu interior elementos em quantidade e valor suficientes para que sua mutualidade possa ser avaliada em função de seus processos intrínsecos e extrínsecos dentro de uma visão geográfica horizontalizada.
  O relevo corresponde às formas assumidas pelo terrenos(serras, montanhas, depressões, chapadas, etc) após serem moldadas pela atuação de agentes internos e externos sobre a crosta terrestre. Os agentes internos são forças tectônicas(movimentos orogenéticos, terremotos e vulcanismos) que se originam dos movimentos das placas tectônicas, alterando as formas do terreno na superfície terrestre. Suas formas atuais são resultado da modelagem exercida pela ação dos agentes externos ou agentes erosivos(chuvas, ventos, rios, gelo, neve, etc) atuando a milhões de anos sobre as formas definidas pelos agentes internos. Ex: As cadeias montanhosas terciárias são resultantes da ação dos agentes internos(orogênese).

    Conhecendo a evolução do relevo podemos encontrar fontes de energia como o petróleo, carvão, energia geométrica entre outros. Com o petróleo ao conhecermos suas origens(seres decompostos que se acumulam no fundo dos  mares  e  dos  lagos que pressionados  pelos   movimentos  da crosta terrestre transformam-se na substância oleosa que é o petróleo) podemos tirar daquele lugar o que nos é necessário como gás natural, borracha etc. No caso do carvão, ele é usado prinicipalmente como fontes de energia em usinas termoelétricas e em muitas indústrias, além de ser matéria-prima essencial na siderurgia.

    Na área biológica, as grandes catástrofes geológicas têm grande impacto sobre a evolução das espécies pois estas ao longo dos anos sofreram com as derivas continentais. A partir daí, vários tipos de espécies acostumados a hábitats próprios foram separadas. As que não se adaptam ao seu novo meio acabam morrendo e não deixando descendentes. Outras sofrem mutações alterando seu código genético. No futuro se estas mesmas espécies cruzarem não produzirão descendentes férteis tornando agora de espécies distintas. 
    Segundo a história, o tempo tem significado qualitativo, isto é, o que de mais importante foi feito que se leva em consideração mesmo durante séculos. Para a geologia, o tempo tem significado quantitativo, isto é, quanto maior o período mas detalhes enriquecem a pesquisa ou tal fato analisado.
    Já as religões instrumentalizam estas mesmas catástrofes com uma visão de castigo dos deuses ou do deus(dependendo da religião) pelo afastamento do homem das leis de Deus. São visões diferentes mas que acarretam em um mesmo problema para nossa sociedade.