
A Energia Solar e o jogo
dos climas
O recebimento de energia
em qualquer localidade do planeta, depende da posição do
sol no céu, independentemente de sua latitude e é esta posição
que define a altura do sol em relação aos observadores na
superfície da Terra.
A altura do sol é
máxima quando ela está no centro do céu por volta
do meio dia. Esta posição é conhecida como zênite.
Quando o sol está no zênite a energia que atinge a superfície
é máxima. À altura do sol é mínima quando
ele se põe no horizonte, o ocaso. Quando sol esta no ocaso a energia
que atinge a superfície é mínima. O movimento aparente
do sol e a latitude também definem a duração do dia.
Os dias são longos no verão e curtos no inverno. Assim, quanto
maior o dia, maior é a quantidade de insolação recebida
pela superfície e quanto menor o dia menor a quantidade de insolação
recebida pela superfície. Pôr isso, o hemisfério de
verão recebe mais energia solar que o de inverno. Na ilustração
abaixo o hemisfério sul está no verão e podemos notar
que a quantidade de energia recebida é muito maior que a do hemisfério
norte.
O efeito estufa é um
fenômeno atmosférico de origem antrópica em que a temperatura
do planeta é aquecida lenta e gradualmente, podendo a longo prazo
causar alterações significativas na distribuição
dos ecossistemas planetários. O fenômeno vem se manifestando
principalmente em função da atividade econômica humana.
Esta despeja na atmosfera grande quantidade de gases, cujo comportamento
assemelha-se ao de uma estufa, que ao mesmo tempo em que permite a passagem
da radiação solar e do espectro infra-vermelho desta, dificulta
sua saída, assim potencializando seu principal efeito: o aquecimento
do ambiente.
Apenas um terço das florestas
que viram a chegada dos colonizadores europeus às Américas
ainda está de pé. O Brasil é quase uma vitrine da
destruição tocada pelo homem. O país já perdeu
93% da Mata Atlântica, 50% do cerrado e 15% da Floresta Amazônica.
E as motosserras continuam em ação. Individualmente, as agressões
acima seriam absorvidas pelo ecossistema global, acostumado a catástrofes
naturais. O problema é que houve uma orquestração.
Sem se dar conta, os 6 bilhões de pessoas tornaram-se um fardo pesado
demais para o planeta, tanto sobre o solo quanto no mar e no ar. Agora,
a natureza está mandando a conta. O efeito mais apocalíptico
dessa mensagem é o aquecimento global, cuja causa mais provável
é a concentração na atmosfera de gases produzidos
pela queima de gasolina, óleo e outros combustíveis por fábricas
e veículos. O acúmulo desses gases poluentes encapsula o
calor do sol e não deixa que ele escape para o espaço sideral,
transformando a atmosfera numa estufa.
(Veja, Edição 1696 - 18/04/2001)
Na sua jornada pelo espaços a Terra realiza
vários movimentos, mas os principais são os movimentos de
rotação e de translação. A rotação
é o movimento que a Terra faz em torno de seu eixo e que dura, aproximadamente,
24 horas ou seja um dia. O movimento de translação é
o que a Terra realiza em torno do Sol, e leva em aproximadamente 365 dias
ou seja um ano para completar uma volta. O traçado do caminho que
a Terra percorre em torno do Sol é uma elipse. Este traçado
recebe o nome de eclíptica.

Eclíptica e inclinação da Terra
O eixo de inclinação da Terra
é de 23 graus e meio em relação á eclíptica.
Essa inclinação faz com que cada hemisfério receba
quantidades de energia diferentes, dependendo da posição
em que a Terra se encontra. É o movimento de translação
da Terra, associado a essa inclinação, que determina as estações
do ano: primavera, verão, outono e inverno.
Movimento de translação e rotação
da Terra
Quando a Terra passa pelos eixos do maior raio da
elipse, duas latitudes no planeta recebem energia máxima. Isto ocorre,
em dezembro, na latitude de 23° ao sul do equador, conhecida como Trópico
de Capricórnio e, em junho na latitude de 23° ao norte do equador,
conhecida como Trópico de Câncer. Quando o Sol se encontra
no Trópico de Capricórnio dizemos que é o solstício
de verão no hemisfério Sul e de inverno no hemisfério
norte. Quando o sol se encontra no Trópico de Câncer é
inverno no hemisfério sul e verão no hemisfério norte.
Durante março e setembro a Terra se encontra
em posições igualmente distantes do sol. Nesta Época,
a quantidade de energia que incide sobre o planeta é a mesma em
todas as latitudes. Esta situação é conhecida como
equinócios. Em março ocorre o equinócio de outono
no hemisfério sul e o equinócio de primavera no hemisfério
norte. Quando os equinócios ocorrem diz-se que o sol está
aparentemente atravessando a latitude do equador. Em setembro no hemisfério
sul ocorre o equinócio de primavera e no hemisfério norte
o de outono.
Toda dinâmica, isto é, a movimentação,
quer das grandes massas de ar na atmosfera, quer nos enormes volumes de
água do oceano, depende preponderantemente da energia calorífica
proveniente do Sol. Essas quantidades de energia são gigantescas
o que pode ser facilmente comprovado pelo tamanho das ondas de um dia de
tempestade no mar ou pelos volumes de água que se deslocam continuamente
nas correntes marinhas.
Hoje sabemos que os oceanos, em adição
ao seu importante papel na locomoção do ser humano entre
pontos distantes sobre o planeta, são criticamente importantes na
manutenção da vida na Terra. Isso não somente pelo
imenso reservatório de água, um elemento vital, mas principalmente
pelo controle climático, através da redistribuição
de calor sobre o planeta. O hemisfério sul apresenta giros de circulação
oceânica no sentido anti-horário muito bem definidos nos oceanos
Atlântico e Pacífico. O Índico também apresenta
um giro anti- horário a oeste da Austrália, ainda que menos
pronunciado em comparação com os outros dois.
Quando uma área está submetida
a elevadas temperaturas o ar sofre dilatação e torna-se mais
leve, formando correntes ascendentes (convectivas). Para esta área
converge então o ar das áreas de maior pressão atmosférica.
São as zonas ciclonais (receptoras de vento). Nas áreas de
alta pressão atmosférica formam-se correntes descendentes
de ventos, fazendo com que o ar exerça maior pressão sobre
a superfície. Configura-se uma zona de anticiclone (divergente ou
dispersora de ventos). contato entre as massas sólidas, liquidas
e gasosas, que constituem o planeta. A superfície ésubmetida
a um contato que é o princípio de fenômenos inumeráveis,
sendo que apenas alguns estão definidos; ele age como um reativo
para colocar em evidência as energias terrestres. A coluna de ar
modifica-se sem cessar no contato com as superfícies solidas ou
líquidas; e o vapor d'água, transportado em seguida a essas
oscilações, cresce, se condensa ou se precipita conforme
o estado térmico das superfícies que encontra.
Nas grandes navegações dos séculos
XV e XVI utilizavam as correntes marítimas e os ventos de modo sincronizado
onde os navegadores que iam primeiro informavam os que iam mais tarde
das observações que tinham feito e de que estes podiam aproveitar-se.
Assim como na terra há estradas para ir de lugar a lugar, também
no mar há caminhos, determinados pelas correntes marítimas e pelo
regime de ventos, para se ir de praia a praia pois não tinham ainda motores
que ajudassem-os a navegar. Os nautas portugueses foram os primeiros a estudar
estes caminhos no que respeita ao Atlântico.